quinta-feira, 28 de outubro de 2010
LANÇAMENTO DO LIVRO "POEMAS - MAIS QUE PALAVRAS...EMOÇÕES"
PUXA-PROSA COM DIOGO VENTANIA
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
ACONTECEU
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
LEITOR DESTAQUE DO MÊS DE OUTUBRO
Nome: Fabiana de Paula Úrsula
Idade: 31 anos
Endereço: Rua Cinco, nº 56, bairro patrimônio. São Gonçalo do Rio Abaixo
Coisa de homem, coisas de mulher; Nunca desista de seus sonhos; O amanhã a Deus pertence; Seja líder de si mesmo; Eclipse; Como fazer a sua estrela brilhar; histórias para aquecer o coração; Crepúsculo; Você é insubstituível; O sucesso não ocorre por acaso; Lua nova.
LIVRO: Nunca Desista de Seus Sonhos
(Resumo feito por Fabiana de Paula Úrsula)
LEITOR DESTAQUE DE SETEMBRO

sexta-feira, 22 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Exposição Itinerante “Paulo Mendes Campos – O Poeta em Prosa e Verso” da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa
A Biblioteca Municipal Prof. Josef Blonski tem o prazer de convidar para a Exposição Itinerante “Paulo Mendes Campos – O Poeta em Prosa e Verso” da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa de Belo Horizonte - MG. A Exposição é composta de 26 painéis que retratam a biografia e bibliografia do autor Paulo Mendes Campos.
PAULO MENDES CAMPOS foi um dos melhores cronistas da sua época. Teve seu nome projetado através de aplaudidos livros e de sua colaboração em diversos jornais e revistas de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro. Seu lirismo era acentuado, mas seu trabalho mostrou-se mais relevante como humorista e, nesta qualidade, poucos são os que puderam atingir a sua altura. Ler Paulo Mendes é deslizar sobre o cotidiano num embalo suave. É ver as coisas da vida por um outro prisma. É achar, mesmo dentro do amargo, algo de doce. É descobrir novos mundos dentro deste mundo que nos rodeia e está dentro de nós.
A Exposição estará aberta ao público do dia 05 a 29 de outubro, no Centro Cultural de São Gonçalo do Rio Abaixo - MG, de acordo com o horário de funcionamento.
POEMA DE PAULO MENDES CAMPOS
OS DOMINGOS
Todas as funções da alma estão perfeitas neste domingo.
O tempo inunda a sala, os quadros, a fruteira.
Não há um crédito desmedido de esperança
Nem a verdade dos supremos desconsolos -
Simplesmente a tarde transparente,
Os vidros fáceis das horas preguiçosas,
Adolescência das cores, preciosas andorinhas.
Na tarde – lembro – uma árvore parada,
A alma caminhava para os montes,
Onde o verde das distâncias invencidas
Inventava o mistério de morrer pela beleza.
Domingo – lembro – era o instante das pausas,
O pouso dos tristes, o porto do insofrido.
Na tarde, uma valsa; na ponte, um trem de carga;
No mar, a desilusão dos que longe se buscaram;
No declive da encosta, onde a vista não vai,
Os laranjais de infindáveis doçuras geométricas;
Na alma, os azuis dos que se afastam,
O cristal intocado, a rosa que destoa.
Dos meus domingos sempre fiz um claustro.
As pétalas caíam no dorso das campinas,
A noite aclarava os sofrimentos,
As crianças nasciam, os mortos se esqueciam dos mortos,
Os ásperos se calavam, os suicidas se matavam.
Eu, prisioneiro, lia poemas nos parques,
Procurando palavras que espelhassem os domingos.
E uma esperança que não tenho.








