Biblioteca Pública Prof. Josef Blonski
Rua Henriqueta Rubim, nº 57, centro
São Gonçalo do Rio Abaixo - MG
Tel.: (31) 3820-1902
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

ASSOMBROS E ESPANTOS, NA FANTASFERA NACIONAL

O mês de agosto é dedicado, entre outras comemorações, ao folclore. Não que no restante do ano não se possa lembrar, estudar, pesquisar e até mesmo comemorar inúmeros acontecimentos, personagens fantásticos, causos e histórias, preciosas narrativas passadas de uns para outros através da oralidade . Todo dia é dia de folclore.
Folclore não é apenas o que se vê, externamente. São Também as riquezas não percebidas de início, e que trazem em si a preciosidade do costume das gentes. São pedaços do Brasil, pedaços de todos os paíse, cheios de histórias, povoados de muitos sonhos e imaginação, realçando lembranças e desejos, fazeres e saudades.
A biblioteca trouxe a Exposição Literaria Itinerante "Assombros e espantos, na fantasfera nacional", que relata contos folclóricos do Brasil, e se encontra no hall da Biblioteca. 
Esperamos sua visita!

Ver, ouvir, viver e deixar a imaginação peder-se nos mistérios da noite, povoada de seres fantásticos, de almas penadas, de sons amedrontadores. Tudo isso faz parte do folclore.

Míriam Stella Blonski, São Gonçalo Notícias, julho de 2014.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ler Pra Valer em Todos os Cantos

E continuamos com nosso trabalho de incentivar a leitura em Todos os Cantos de São Gonçalo do Rio Abaixo, estivemos em Martins e no Bairro Patrimônio.

"Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos fragmentos de futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente. (...)"
Rubem Alves



























Em alguns dias estaremos no Una, Pacas e Bom Sucesso.
Participe!!!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O tempo e as jabuticabas

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver 
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela 
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela 
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. 
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir 
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos 
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem 
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.  
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, 
que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
 de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'. 
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo 
majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas 
não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. 
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a 
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente 
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta
com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não 
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, 
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse

amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'

O essencial faz a vida valer a pena...
e para mim basta o essencial.


Rubem Alves


terça-feira, 5 de agosto de 2014

DICA DE LEITURA

"Cem Dias Entre Céu e Mar" de Amyr Klink

Navegando ao lado dos peixes, entretendo conversas com gaivotas e tubarões, remando no meio de uma creche de baleias, Cem dias entre céu e mar é o relato de uma travessia absolutamente incomum: mais de 3500 milhas (cerca de 6500 quilômetros) desde o porto de Lüderitz, no sul da África, até a praia da Espera no litoral baiano, abordo de um minúsculo barco a remo.
Verdadeira odisseia moderna, neste livro Amyr Klink transporta o leitor para a superfície ora cinzenta, ora azulada do Atlântico Sul, tornando-o cúmplice de suas alegrias e seus temores, ao mesmo tempo em que narra, passo a passo, os preparativos, as lutas, os obstáculos e os presságios que cercaram a extraordinária viagem.
Encontra disponível na biblioteca para empréstimo.